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Altri assume controlo accionista da EDP Bioeléctrica

A parceria de 13 anos entre a Altri e a EDP para a produção de energia renovável através de biomassa chegou ao fim. O valor da operação cifra-se em 55 milhões de euros

A empresa liderada por Borges de Oliveira e Paulo Fernandes decidiu avançar para a compra de metade do capital que a eléctrica detinha na EDP Bioeléctrica, passando a deter a totalidade do capital desta empresa de centrais de biomassa que possui uma capacidade instalada acima de 100 MW.

Em 2017 esta empresa gerou lucros de 5 milhões de euros, receitas de 48,5 milhões de euros e um EBITDA de 16,7 milhões de euros. A dívida situava-se em 39,9 milhões de euros, o que corresponde a 2,4 vezes o EBITDA.

Para a Altri, esta operação é importante não só pela produção de energia, mas porque este acordo permite continuar a estratégia de melhoria contínua na integração entre a fileira florestal produtora de biomassa e a produção de energia a partir deste recurso renovável.

A EDP Bioeléctrica possui quatro estações de biomassa localizadas junto a infra­‑estruturas da EDP e da Altri. A empresa está a construir uma nova central cujo arranque se estima para o primeiro semestre de 2019, o que elevará a capacidade instalada da empresa para 100 MW.

Separador

A empresa possui uma capacidade instalada acima de 100 MW

Além de Mortágua (8,6 MW), a EDP Bioeléctrica opera as centrais da Celtejo em Vila Velha de Ródão (12,8 MW), Caima em Constância (12,8 MW) e Celbi na Figueira da Foz (27,9 MW). O negócio está condicionado à não oposição da Autoridade da Concorrência.