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Rui Pires da Rosa, chefe de região florestal da Altri Florestal e Henk Feith, director de produção da Altri Florestal

Aprender com o passado

Há melhorias a introduzir no combate aos incêndios. A Altri Florestal aposta na maior compreensão e no conhecimento do comportamento do fogo, o que implica a formação dos seus quadros, a contratação de especialistas e o reforço das equipas de combate e dos meios à sua disposição.

Os Grandes Incêndios Florestais (GIF) deste Verão alteraram a percepção da necessidade do que deve ser feito para os combater. É possível introduzir melhorias para os controlar. No caso da Altri Florestal as melhorias vão obrigar a um reforço de meios especializados e de meios mais musculados, com mais equipas florestais e uma melhor gestão do combustível dentro das suas propriedades.

Henk Feith reconhece algumas áreas de melhoria que serão implementadas na Altri Florestal. A maior compreensão e o conhecimento do comportamento do fogo é uma das necessidades. No fim do mês de Novembro os quatro chefes de região receberam uma formação de quatro dias de Análise Estratégica de Comportamento do Fogo. “Quando se está no teatro de operações é necessário ter mais capacidade de interpretar a paisagem e a previsão meteorológica para perceber o comportamento do incêndio”, explica o director de produção. Rui Pires da Rosa, chefe de Região Florestal da Altri Florestal, explica que este curso permite “analisar o sentido dos ventos dominantes na zona, que podem não ser os do País, ter o conhecimento da vegetação local existente e a humidade do ar”. O fogo táctico é outra ferramenta que deve ser bem utilizada, feito por quem sabe e nos momentos certos. Outra novidade é a contratação de especialistas.

Quando se está no teatro de operações é necessário ter mais capacidade de interpretar a paisagem e a previsão meteorológica para perceber o comportamento do incêndio.

Henk Feith, Altri Florestal

O primeiro é um meteorologista florestal que operará a partir da sede da empresa. A sua função será fornecer informações e relatórios das condições do tempo, da humidade e do vento, para cada teatro de operações. Os relatórios criados serão incorporados na definição da estratégia de combate ao incêndio. Será contratado também um especialista em comportamento do fogo. Neste caso poderá dar apoio a partir do escritório ou no terreno, fazendo a leitura do fogo.

O reforço de meios da Afocelca é a última componente da nova abordagem. A estrutura de 2017 era composta por quatro brigadas duplas, que trabalhavam 12 horas sobre 12 horas e eram rendidas por novas brigadas. Esta realidade era suficiente para ocorrências de pequena dimensão. O aumento da incidência de GIF ao longo da época mudou essa realidade, pois agora são precisas 24 ou 36 horas, pelo menos, para controlar uma situação de grande dimensão. Em 2017 houve um reforço de quatro brigadas. Em 2018 essas equipas vão aumentar para oito. A empresa vai disponibilizar mais cinco camiões de combate a juntar aos existentes.

Mais meios em 2018

4

brigadas Afocelca adicionais

5

novos camiões de combate a incêndios

1

meteorologista florestal

1

especialista em comportamento de fogo