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Diferenças entre a produção de pasta de papel e pasta solúvel

A generalidade das fábricas de pasta de papel utiliza o processo kraft ou da pasta ao sulfato. Trata-se de um processo alcalino. Poucas são as unidades industriais que utilizam o processo do bissulfito de magnésio para produzir pasta. Na Europa existem algumas fábricas que utilizam este método. Em Portugal apenas a Caima usa este processo.

Não são só os processos de produção que são diferentes.

Na produção de pasta para papel, pretende-se retirar a lenhina e os extractáveis da madeira, procurando preservar, ao máximo, a celulose e as hemiceluloses. Um produtor de papel, além de particularidades como a brancura, procura, acima de tudo, uma pasta que permita produzir um papel com determinadas características físico-mecânicas, como a resistência. É o que possibilita que o papel passe numa fotocopiadora ou numa impressora que imprime ou copia 50 folhas por minuto sem que nenhuma se dobre ou rasgue, não encravando a máquina.

Por seu lado, a indústria química, procura na pasta solúvel características como elevados níveis de alfa-celulose, teores de cinza e de cálcio muito baixos. Estas são características químicas importantes para a produção da viscose, aquele que é hoje o principal mercado da pasta produzida pela Caima.

A pasta solúvel produzida pela Caima, é, à vista desarmada, idêntica à pasta destinada à produção de papel. O produto final tem uma brancura muito maior do que a pasta papeleira, e isso nota-se, mas na realidade as diferenças fundamentais estão nas características químicas da pasta.

Separador

Chama-se pasta solúvel porque a primeira etapa dos processos que utilizam esta pasta é a sua solubilização num banho de soda cáustica.