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António Jorge Pedrosa, diretor de Pessoas & Talento do Grupo Altri

Alcançar uma efetiva igualdade de oportunidades entre mulheres e homens

António Jorge Pedrosa, diretor de Pessoas & Talento da Altri, reconhece que o recrutamento de mulheres, neste setor de atividade e para algumas áreas mais operacionais, ainda não é tão fácil como gostariam. Ainda assim, nos últimos cinco anos o grupo começou a construir um ambiente diverso e inclusivo que tornou as equipas mais fortes, fazendo aumentar as taxas de atratividade e de retenção de jovens com elevado potencial.

O grupo Altri resulta de uma política de aquisições em que coexistem diferentes realidades e culturas, com traços organizacionais diferentes. Tradicionalmente nas empresas industriais a maioria das funções das áreas de produção e manutenção eram, e ainda são, desempenhadas por homens. As mulheres desempenhavam funções em áreas administrativas e noutras mais qualificadas, como em áreas ambientais e laboratoriais, por exemplo.

Falamos com António Jorge Pedrosa, diretor de Pessoas & Talento da Altri, para nos explicar que avanços estão a ser feitos pelo Grupo Altri em matéria de igualdade de género.

Em média quantas mulheres se candidatam à Altri por ano?

Estamos a monitorizar o número, mas temos menos mulheres a candidatarem-se. Quando temos oportunidades na área operacional, na produção por exemplo, cujo regime de trabalho é de laboração contínua, são praticamente inexistentes.

As nossas unidades industriais laboram 24h/dia e, até há bem pouco tempo, no mercado de trabalho não surgiam alternativas à contratação de homens para as funções operacionais e em horários de laboração contínua.

Este setor não é tão apelativo como os serviços ou as tecnologias da informação. Mas com a adoção de políticas e ações na área da gestão de pessoas, nomeadamente no recrutamento, e na projeção do propósito e dos valores do grupo, pretendemos inverter esta situação.

Qual é a importância para as atividades da Altri de um ambiente de trabalho com heterogeneidades?

Na Altri a existência de um ambiente diverso e inclusivo é prioritário. Isso fará com que as nossas pessoas se sintam mais envolvidas nas diversas atividades e projetos. Posso afirmar que em cinco anos criámos uma realidade diferente, um ambiente mais diversificado que tornou as nossas equipas mais fortes, onde as contribuições proliferam e as taxas de atratividade e retenção de jovens com elevado potencial têm aumentado.

Temos um longo caminho a percorrer, mas os passos que estamos a dar são firmes.

    O Plano para a Igualdade de Género da Altri tem como objetivo fundamental, contribuir para uma efetiva igualdade de tratamento e de oportunidades entre mulheres e homens, promovendo a eliminação da discriminação em função do género e fomentando a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.

    Que instrumentos foram criados para ajudar e suportar a equidade de oportunidades?

    Sobre o ano que passou, o nosso esforço concentrou-se muito na revisão do plano de igualdade que estava em vigor, um documento muito genérico, mas com boas linhas orientadoras. Na revisão foram seguidas as orientações divulgadas para o efeito no Guião para a Elaboração dos Planos de Igualdade (anuais), disponibilizado pela CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. O plano agora em vigor foi, assim, desenvolvido pelas direções de Pessoas e Jurídica, teve a validação da direção de Sustentabilidade e, naturalmente, os valiosos contributos da nossa Comissão de Ética.

    Em particular, este plano distingue-se de outros planos de igualdade, por abranger cinco dimensões diferentes e prever 17 medidas concretas para a sua operacionalização nas empresas do grupo Altri.

    Ainda em 2021, a Altri aderiu à iniciativa TGE (Target Gender Equality), um programa da United Nations Global Compact, acelerador da promoção da igualdade de género nas organizações e na liderança empresarial. Além das ferramentas disponibilizadas, valorizámos o acesso a especialistas na temática, assim como a oportunidade de contacto com os pares alinhados neste objetivo.

    Nesta iniciativa fomos convidados a realizar a avaliação do nosso desempenho em questões de igualdade de género e esta avaliação permitiu identificar os nossos pontos fortes e áreas para melhorar.

    Em relação ao tema da igualdade de género, no grupo Altri hoje as mulheres têm as mesmas oportunidades de crescimento de carreira que os homens?

    Temos ainda que dar alguns passos, mas diria que sim. O Plano para a Igualdade de Género da Altri em vigor tem como objetivo fundamental contribuir, ainda mais, para alcançar uma efetiva igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, promovendo a eliminação da discriminação em função do género e fomentando o equilíbrio saudável entre a vida pessoal, familiar e profissional, levando os seus colaboradores a sentirem-se ainda mais comprometidos com a empresa.

    Que compromisso assumido pela Altri considera mais ambicioso?

    Seguramente o Compromisso 2030, em que estabelecemos uma meta muito ambiciosa neste domínio: “Duplicar o número de mulheres em funções de liderança de 19 em 2018 para 38 em 2030” – situando-se este número atualmente em 24 mulheres.

    Em matéria de salários, na Altri as mulheres recebem o mesmo que os homens quando desempenham funções iguais? Nas mesmas funções com o mesmo grau de senioridade/antiguidade a remuneração base é a mesma. Também nesta área evoluímos positivamente.