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Pedro Serafim, responsável pela Certificação Florestal e Biodiversidade da Altri Florestal

Próximo passo: certificar a formação

No próximo mês de Outubro, as competências adquiridas serão reconhecidas pela ACT e pela DGERT. Um reconhecimento que vai permitir qualificar os colaboradores dos fornecedores de serviços da Altri Florestal.

A Altri Florestal encontra-se no último patamar do processo de certificação da formação que dá aos colaboradores. Até ao momento, as acções facultadas não proporcionam nenhuma certificação reconhecida oficialmente, têm apenas carácter informal. A lógica destas formações é chamar a atenção para os procedimentos, as regras e os cuidados de higiene e segurança no trabalho. Para contrariar esta situação, a empresa decidiu criar o cartão de formação na frente de trabalho (FFT) no qual se valida o conhecimento prático adquirido pelos colaboradores com a formação.

Esse cartão serve também de prova em como o seu detentor esteve na frente de trabalho e recebeu a formação. Em média colaboram anualmente cerca de 250 operadores florestais nas matas da Altri Florestal. O FFT tem nove anos de existência e uma validade de dois anos. Pedro Serafim, responsável pela Certificação Florestal e Biodiversidade da Altri Florestal conta que “até ao momento terão sido entregues cerca de 1.250 cartões de FFT”.

A necessidade de evoluir e melhorar a oferta não se limitou a passar conteúdo de papel para vídeo, ou a disponibilizar uma sala de formação itinerante com uma carrinha convertida para responder a essa necessidade. No ano passado, aproveitando o investimento neste novo equipamento, entendeu-se que o modelo de formação também deveria evoluir para proporcionar qualificação certificada às pessoas que assistem a estas acções. “Este investimento tem de servir para qualificar os nossos colaboradores”, continua Pedro Serafim.

A formação certificada permite a qualificação e o reconhecimento no mercado de trabalho das competências dos operadores florestais. Na sociedade existe ainda um preconceito relacionado com o trabalho rural, que é encarado como sendo uma actividade não especializada e direccionada para trabalhadores não qualificados. “Numa gestão florestal profissional, a qualificação e competência técnica dos seus operadores é um factor essencial para a manutenção e a melhoria da competitividade do sector florestal e de toda a fileira silvo-industrial”, afirma o responsável pela Certificação Florestal e Biodiversidade da Altri Florestal.

Separador

O conhecimento prático adquirido pelos colaboradores com a formação será reconhecido por entidades públicas como formação habilitante.

A empresa começou a procurar a melhor forma de poder tornar esta visão uma realidade, garantindo que a FFT era uma certificação reconhecida no mercado. Em Abril de 2017, a Associação da Indústria Papeleira Portuguesa (CELPA), entidade na qual a Altri está inserida, obteve a certificação da sua formação. É uma entidade acreditada para dar formação e a Altri Florestal será uma das entidades formadoras que participará na formação sobre os temas de gestão florestal Os colaboradores receberão os certificados através da CELPA. O processo está quase concluído. Os conteúdos já estão validados, no terreno está tudo operacional para dar a formação, só falta afinar o processo administrativo para garantir a certificação.

Pedro Serafim acredita que no próximo mês de Outubro será possível dar a formação com a certificação reconhecida como formação habilitante pela CELPA, pela Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) e pela Direcção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).