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Ampliar a rede de estações de biodiversidade

A Altri Florestal pretende duplicar este ano a rede existente. Está a ser revista a informação dos valores naturais nestes espaços e a serem avaliadas as necessidades de intervenção e a oportunidade de constituir minirreservas.

A criação de uma rede de estações de biodiversidade levou a que estes espaços fossem monitorizados por forma a assumirem um valor relevante para a empresa e para a comunidade local. São espaços que, apesar de se encontrarem em áreas geridas pela Altri Florestal, estão abertos a entidades como instituições de investigação, escolas ou visitantes de áreas naturais. 

“Há 10 anos que participamos na plataforma Biodiversity4All, onde colocamos todos os nossos avistamentos de espécies e habitats. A nossa ideia é incentivar os parceiros e a sociedade em geral a colocar mais informação nessa plataforma”, explica Pedro Serafim, responsável pela Certificação Florestal e Biodiversidade da Altri Florestal, visto que a abertura e a partilha de informação traz benefícios mútuos. 

Existem duas estações de biodiversidade instaladas, uma está localizada na Quinta do Furadouro e a outra na Ribeira da Foz, em Constância. A ambição da Altri Florestal é ter 10 a 12 estações de biodiversidade espalhadas de norte a sul do País. 

Painel informativo na estação de biodiversidade na Quinta do Furadouro
Painel informativo na estação de biodiversidade na Quinta do Furadouro

Este ano são criadas duas novas estações, uma no projeto Cabeço Santo, em Águeda, onde existe uma parceria que tem 12 anos de colaboração com uma associação local que faz o restauro da ribeira de Belazaima; e outra estação de biodiversidade no Parque Natural da Serra de São Mamede, numa área chamada Palmeiro, junto à fronteira com Espanha. Um local classificado pela Altri Florestal como tendo alto valor de conservação. 

Os passos seguintes consistirão em alargar a rede todos os anos, mas de forma estruturada e realista. “Temos capacidade de monitorizar bem e perceber o valor existente nesse espaço, por isso é possível instalar a estação, acompanhá-la, conservá-la e criar condições para que as pessoas a visitem”, diz o responsável pela Certificação Florestal e Biodiversidade da Altri Florestal. 

Para poder ter a participação de diversas entidades e pessoas interessadas nestes temas é necessário comunicar bem este conjunto de iniciativas. Nesse sentido, a Altri Florestal vai produzir e publicar um vídeo temático das áreas de conservação e disponibilizar um mapa interativo com a distribuição das espécies, mostrando onde estão ao longo do património da Altri Florestal. 

Outra ambição é ter instituições de investigação científica a analisar e estudar as áreas de floresta de eucalipto. Um habitat pouco estudado em Portugal. Há alguns trabalhos relacionados com as aves de rapina ou os mamíferos que usam o habitat do eucaliptal, mas existem outros trabalhos científicos que podem ser desenvolvidos nestas áreas.