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Inovação dá novo impulso à Altri

Ser um dos agentes de mudança dentro do grupo, de uma forma sistemática, arrojada, mas também percebida e participada por todas as áreas e direções do grupo, para criar mais valor, é o papel da Direção de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico. Uma aposta que pode fazer a diferença estratégica no futuro da Altri.

A economia global está em constante mudança a um ritmo cada vez mais acelerado. É vital por isso que as grandes empresas com uma presença global, como a Altri, possam adaptar- -se de forma rápida ao contexto e ao mesmo tempo serem líderes no processo de mudança em curso. Impõe-se por isso que as empresas sejam capazes de criar uma dinâmica de procura permanente na criação de valor e uma aposta nos processos de inovação. Num tempo de mudança, e num ambiente de alta competitividade, as empresas não se podem atrasar neste processo. 

As empresas devem ser pró-activas e irreverentes, induzindo na sociedade e na economia um capital de excelência e de inovação, e que lhes confira o papel de liderança no processo de mudança em curso. Foi dentro desta visão que a Altri decidiu dar um passo em frente e impulsionar uma nova dinâmica de conhecimento e de o transformar em ativo transacionável, indutor da criação de valor, no quadro de um processo de mudança estratégico. 

Gabriel Sousa, diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Altri com João Martins e Isabel Sêco, gestores de Inovação
Gabriel Sousa, diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Altri com João Martins e Isabel Sêco, gestores de Inovação

Para esse efeito, criou a Direção de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (DIDT), cuja função é ser capaz de construir novas cadeias de valor, novos produtos, novos negócios, novos processos, capital intelectual ou novos conhecimentos que possam ser transmitidos e utilizados noutras áreas do grupo. 

Foi dentro desta lógica que Gabriel Sousa abraçou o desafio de liderar a Direção de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, tendo definido as estratégias e os territórios de interesse para a evolução futura da área. 

Engenheiro químico de formação, com mestrado na área de Pasta e Papel, trabalhou em investigação, inovação e desenvolvimento no RAIZ, Instituto de Investigação da Floresta e Papel, no início da sua carreira. Fez um MBA e decidiu experimentar outros desafios além-fronteiras.

 Mudou-se para Londres para ir trabalhar na consultora finlandesa Pöyry, agora AFRY, especialista do setor da pasta e papel. Em maio de 2018 regressou a Portugal para integrar os quadros da Altri. 

A missão da DIDT da Altri é ser o interlocutor que articula a inovação de dentro e de fora do grupo. Para levar a bom porto estas tarefas era necessário alocar pessoas que pudessem olhar para estes temas de forma dedicada. 

Para além do Gabriel Sousa, “recrutou-se” internamente um quadro interno de valor que já pertencia à organização da Altri, nomeadamente da Celtejo – João Martins. 

O João Martins tem um percurso sénior na Altri, com conhecimento dos processos internos de produção e da organização, sendo fundamental para ajudar a fazer a ligação interna com as diferentes unidades de produção e departamentos da Altri.

O passo seguinte foi trazer para a equipa um profissional com um perfil diferente e complementar ao do João Martins. Era importante ter uma pessoa com experiência internacional na área da pasta e papel. 

Isabel Sêco tinha a experiência e o conhecimento indicado para esta tarefa. Recebeu o convite quando trabalhava no Canadá, tendo trabalhado na Paper Excellence e na NORAM, ambas ligadas à indústria de pasta e papel canadiana. Aceitou o convite para regressar a Portugal e trabalhar na DIDT.

Ser o acelerador da inovação 

“O desafio de criar a Direção de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico foi um processo interessante”, diz Gabriel Sousa, acrescentando que se tratou de uma experiência semelhante a “trabalhar numa tela em branco”. 

Reconhece, no entanto, que existiram alguns critérios vindos da direção executiva que moldaram o resultado final da DIDT. Um dos critérios é uma característica intrínseca ao grupo Altri e está relacionada com a aplicação eficiente de recursos. 

“Nunca esteve em causa criar um megadepartamento de investigação e desenvolvimento com muitos recursos próprios. A intenção foi ter um grupo de trabalho bastante restrito, em termos de efetivos, com um nível de senioridade elevado, para assumir o papel de interlocutor que articula a inovação para fora e para dentro da Altri.” 

O nome da DIDT foi escolhido criteriosamente. “Inovação” significa criar coisas novas, coisas que criam impacto e valor. É comum encontrar a palavra “Investigação” associada à “Inovação”, mas, neste caso, não foi incluída no nome do departamento de forma propositada.

Na perspetiva de Gabriel Sousa a investigação é uma das várias ferramentas ao serviço da inovação. Por sua vez, a palavra “Desenvolvimento” foi incluída para identificar que não pretendem avançar em áreas relacionadas com a investigação fundamental, mas sim utilizar o conhecimento em áreas com aplicação prática. 

A DIDT pretende desenvolver inovação para criar valor através de novos produtos, novos negócios, novos processos. A criação de valor também pode estar relacionada com capital intelectual ou com novos conhecimentos que possam ser transmitidos ao negócio. 

“Temos de ser os aceleradores das atividades de inovação da Altri”, diz Gabriel Sousa. Neste momento, a DIDT sabe que podem ser criados novos produtos com valor económico para a nossa indústria, para além de pasta para papel e energia. 

Articulação com outras direções da Altri 

Como em tudo o que é novo há sempre um período de adaptação e com a DIDT não foi diferente. A Altri é um grupo em evolução, que assenta em três empresas fabris diferentes e com culturas diferentes. A mensagem que Gabriel Sousa deixa ao grupo e que passa à Isabel e ao João, é “a necessidade de serem o mais abertos e colaborativos possível, pois é única forma que temos de desenvolver e implementar coisas novas numa organização que já estava em movimento”. 

É importante existir uma boa coordenação com os principais agentes do grupo, nomeadamente com os membros da Direção de Sustentabilidade e da Direção Industrial, mas em geral com todas as Direções da Altri. Nesse sentido, o diretor executivo da DIDT refere que tentou definir bem as fronteiras do que fazem e articular o máximo possível com as outras áreas existentes na Altri. 

“Tudo o que pretendemos fazer nestas áreas tecnológicas tem de ser muito bem articulado com as restantes Direções.”

Um exemplo dessa articulação está na criação de um grupo de trabalho (Innovation Focus Group), transversal às várias Direções Técnicas do grupo Altri, que tem como objetivo a partilha de informação e geração de ideias associadas à Inovação na indústria de pasta e papel.

A criação deste grupo sustenta a visão da DIDT de que as atividades de inovação não estão limitadas a um departamento específico, mas é uma responsabilidade partilhada com todos.