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Em companhia!

A 26 de Outubro de 2019 tomava posse o XXII Governo Constitucional. Na data em que escrevo, há exatamente um ano. Pela primeira vez em democracia, antecipava-se que as contas públicas fechariam com um saldo positivo. 2020 anunciava-se como um ano difícil, com as previsões a apontar para uma desaceleração da economia mundial. As empresas preparavam os seus orçamentos e planos de atividade tendo isso em consideração, assim como outras tendências e turbulências de fundo (reequilíbrios geopolíticos, alterações climáticas, tensões sociais, digitalização, etc) que se vinham afirmando e anunciando. 

Em Portugal discutia-se se 2% de crescimento não seria pouco ambicioso. Em poucos meses, debate-se se um decréscimo de 8% não é otimista! Uma expressiva dimensão da mudança, sendo que os 8% são uma média: para muitas atividades, a queda será muito maior. Os setores da pasta e papel não fugiram à regra, também, neste caso, com diferenças entre as diferentes especialidades e, sobretudo, com uma descida acentuada dos preços a influenciar decisivamente o valor das vendas.

Esta é uma crise para a qual nunca se poderia estar adequadamente preparado, nomeadamente num mundo muito interdependente. Felizmente, os governos parecem ter aprendido com erros anteriores, mesmo que cometidos há quase 100 anos: na sequência da 1ª Guerra Mundial, enveredou-se por uma lógica de fechamento e protecionismo, geradora de tensões políticas que redundaram numa segunda guerra mundial e uma desaceleração de crescimento que durou mais de 30 anos. A Altri é, ela própria, um exemplo das vantagens desse mundo globalizado, como hoje se diz: compra parte da sua matéria-prima no estrangeiro e exporta a larga maioria da sua produção. Numa economia com esta natureza, também as pessoas circulam, não apenas com propósitos turísticos, mas também comerciais e profissionais. José Pina, o novo presidente da comissão executiva da Altri, é um desses exemplos, tendo trabalhado em geografias tão importantes como os EUA ou a China. Acolher, no seu seio, pessoas com este conhecimento de experiência feito é um ativo precioso que, em interação com os saberes e as competências já existentes, tem a potencialidade de reforçar a capacidade competitiva da Altri.

“When the going gets tough, the tough get going” (“quando o caminho se torna duro, os duros fazem-se ao caminho”, numa tradução livre). Os tempos são duros, mas a comunidade Altri também. Resiliente, diz-se hoje. Agora, mais do que nunca, faz sentido a designação clássica de “companhia” dadas às empresas. A caminhada será tanto mais fácil quanto cada um de nós cumprir o seu papel de empresa, de cidadão e de profissional, exemplarmente, solidariamente. Em companhia.

“Atrás de tempos vêm tempos, e outros tempos hão-de vir”, canta o poeta. Esses outros tempos preparam-se agora. Internamente, atingindo níveis de eficiência nunca antes alcançados. Na relação com a envolvente, num impulso de melhoria contínua, pautado por compromissos de sustentabilidade e transparência, bem exemplificados na Celtejo.

Vamo-nos fazendo ao caminho, que há caminho para caminhar. E novos caminhos para descobrir e construir. Em companhia!